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Tema: cabelo

ESTICA E PUXA

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Por Daniela Pessoa
redacao@bemleve.com.br


Todo cacho tem seu charme, mas, se você está no seu momento “fios lisos”, preferência inegável entre muitas mulheres, são várias as fórmulas alisantes à sua disposição. No entanto, se quiser acertar e conquistar madeixas lisinhas, naturais e saudáveis, evitando os cabelos ressecados e quebradiços, o primeiro passo é conhecer os tipos de alisamento e eleger o ideal para você!

Temporários: como o nome já diz, não duram muito tempo. São aquelas técnicas para lá de manjadas, que fazemos até mesmo em casa com a boa e velha escova (brushing) ou com uma prancha. “Quem faz com freqüência deve sempre hidratar os cabelos, pois essa técnica de alisamento, apesar de dispensar químicos, é baseada na ação do calor seco sobre os fios, o que pode deixá-los muito ressecados”, alerta Andréa Gomes, coordenadora técnica e visagista do Walter´s Coiffeur.

Progressivos: com certeza você já ouviu falar em escova francesa, marroquina, de chocolate, orquídea, leite e por aí vai. Haja memória para tantos sabores, aromas e nacionalidades! Mas todas elas são alisamentos progressivos e duram, em média, três meses. “Os ´perfumes´ têm como principal objetivo inibir os fortes odores das químicas, não apresentando diferença no resultado final”, garante Gennaro Preite, cabeleireiro e consultor técnico da Condor.

As escovas progressivas têm, na fórmula, o tão discutido formol. “A percentagem é autorizada pela ANVISA, mas nem sempre proporciona um efeito tão liso assim”, alerta Gennaro. Para Andréia Gomes, do Walter´s Coiffeur, o ideal é fugir dessa técnica. “Ela deixa os cabelos lisos e brilhantes, mas o formol encapa os fios, fazendo com que percam água. Conforme você vai lavando os cabelos, ele vai saindo, deixando-os opacos e quebradiços. Além disso, o formol estimula a oleosidade na raiz, podendo provocar caspa”, explica a cabeleireira.

Definitivos: duram até um ano e têm ativos próprios para cada necessidade. É válido lembrar, porém, que, aplicada uma química no cabelo, ela deverá ser mantida até que todo o comprimento seja cortado e surjam novos fios.

As substâncias mais utilizadas nessa técnica são: hidróxido de sódio, hidróxido de cálcio, lítio, guanidina e a amônia. “Elas quebram ou desestruturam as cadeias internas do fio, modificando a textura e alterando o formato”, explica Gennaro Preite. De acordo com Andréa Gomes, o resultado do alisamento definitivo fica ao gosto da freguesa. “Ele diminui o volume dos cabelos, deixando-os semi-lisos ou lisos por completo, depende do que a cliente quer”, afirma a cabeleireira. “Ela deve retocar a raiz de seis em seis meses e fazer tratamentos de hidratação nos intervalos”, acrescenta.

Esse tipo de alisamento não é indicado, no entanto, para quem tem a raiz dos cabelos muito crespa. “Imagine uma raiz dessas com fios retíssimos!”, alerta Andréa Gomes. A cabeleireira também recomenda que o corte de cabelo esteja mais reto, mais inteiro e menos repicado. Dessa forma, o alisamento fica natural.

Pronta para alisar? No salão, OK? Fazer alisamentos em casa não é recomendado, pois, se algum passo não acontecer como deve, pode ocorrer queda capilar, feridas no couro cabeludo, entre outros problemas. Além disso, é o profissional especializado que irá indicar o alisante mais apropriado aos seus cabelos.




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