Publicidade

Artigos

Tema: gripe-suina doencas gripe

Gripe suína

Par receber diariamente um cardápio balanceado e iniciar sua reeducação alimentar, assine o Bem Leve e tenha dicas nutricionais online à sua disposição.

Por Redação
redacao@bemleve.com.br


Um atchim pode não representar mais uma simples gripe. Há pouco mais de dois meses o mundo inteiro está em alerta contra um vírus, causador da gripe A (H1N1), conhecida popularmente como gripe suína. A doença começou a se espalhar no México e, em poucos dias, já atingia os Estados Unidos, o Canadá, a Espanha e a Grã-Bretanha. De acordo com dados do Ministério da Saúde, neste final de junho, mais de 100 países registraram casos da doença, que já infectou cerca de 70 mil pessoas. Os mortos passam de 300. Os números e a extensão geográfica da doença foram decisivos para que a Organização Mundial de Saúde elevasse o nível de alerta para 6 (em uma escala de 1 a 6), o que caracteriza uma pandemia, que é uma epidemia que se propaga de maneira quase simultânea pelo mundo, ganhando grandes proporções. Mas você sabe como se proteger e o que fazer diante desta situação?

O alarde em todo o planeta se dá pelo fato do vírus transmissor ser um desconhecido e se espalhar sem dó entre os humanos. A gripe suína representa o maior risco em larga escala desde que a gripe aviária ressurgiu em 2003. A diferença é que no segundo caso não havia transmissão viral entre pessoas, ou seja, o contágio ocorria através do contato direto com as aves vivas infectadas. Ainda não se sabe qual é o grau de letalidade dessa nova doença, que está sendo comparada à gripe espanhola, que assolou o mundo em 1918 (e matou mais de 20 milhões de pessoas), por atingir pacientes jovens e com o sistema imunológico em bom estado. 'Na verdade, qualquer tipo de gripe pode matar, em especial pessoas com sistema imune enfraquecido. No entanto, a nova gripe parece ser capaz de afetar gravemente pessoas com sistema imune mais forte', alerta a médica Patrícia Rady Müller, infectologista do Campana Medicina Diagnóstica.


Veja no Bolsa de Mulher dicas para quem vai viajar

Ao redor do mundo, diversas formas foram adotadas para diminuir a possibilidade de contaminação pelo vírus da gripe suína. São distribuídos materiais informativos sobre a doença, comunicados sobre sua gravidade, e feitas diversas campanhas preventivas. Algumas nações reforçaram a fiscalização nas fronteiras, portos, aeroportos e fazem um rígido controle sanitário. Além disso, iniciaram estoques de máscaras cirúrgicas e de medicamentos usados no combate ao vírus transmissor.

No Brasil, mais de 1 mil casos suspeitos foram notificados e pouco mais da metade, confirmados. A nova modalidade da gripe levou uma pessoa ao óbito por aqui. Como o melhor caminho para a prevenção é a informação, que tal saber mais sobre essa doença?

Caso você queira se manter em dia em relação às informações sobre a gripe suína, a internet é uma boa aliada. Existem alguns sites de órgãos oficiais que mantêm atualização constante sobre a doença e podem ser consultados sem medo. No Brasil, o Ministério da Saúde está disponibilizando informações em seu portal. Também são fontes confiáveis os sites da Organização Mundial de Saúde, Organização Panamericana de Saúde (Opas, em inglês e espanhol) e dos Centros de Controle de Enfermidades dos Estados Unidos (CDC, em inglês).

A gripe suína é uma doença respiratória transmitida através do vírus influenza A (H1N1), um novo subtipo do vírus influenza, transmissor da gripe. 'O vírus atual é resultante de uma mistura entre os vírus da gripe aviária, do porco e humana', explica a médica Patrícia Rady Müller, infectologista do Campana Medicina Diagnóstica. É a primeira vez que esta combinação genética ocorre. O vírus da gripe suína clássica foi isolado pela primeira vez no suíno em 1930. De acordo com a especialista, desde então, o patógeno sofreu novas recombinações e se tornou capaz de infectar pessoas. Por ser uma novidade para o sistema imunológico do homem, esse vírus híbrido se tornou mais resistente que o comum, ocasionando um tipo de gripe bastante agressivo, diferente da que estamos habituados. E o pior: ele tem a capacidade de se propagar rapidamente.

Quem é mais suscetível

Todos estão sujeitos a contrair o H1N1, entretanto, os casos confirmados de mortes atingiram adultos, em sua maioria. Entretanto, de acordo com as informações do Ministério da Saúde, idosos com mais de 60 anos, crianças menores de dois anos, gestantes, pessoas com imunodepressão (pacientes com câncer, em tratamento para AIDS ou em uso regular de corticóide), diabetes, cardiopatia, doença pulmonar ou renal crônica são alvos fáceis a desenvolver as formas graves da doença.

É importante ressaltar que essa é uma doença transmitida por via aérea. Então, mesmo com todo o friozinho desse inverno, cuidado com os locais fechados. 'Esse é um período que facilita a propagação de doenças respiratórias. Além disso, nessa época as pessoas também costumam frequentar locais onde existem pessoas aglomeradas, o que pode facilitar a transmissão do vírus', alerta a especialista.

Segundo a médica, o contágio se dá de pessoa para pessoa, por meio de tosses, espirros e contato com secreções respiratórias de quem estiver infectado. O consumo da carne de porco está liberado. Informações dos Centros de Controle de Enfermidades dos Estados Unidos, dão como certo que a temperatura de cozimento (71º C) destrói os vírus e as bactérias presentes na carne suína.

O quadro clínico da doença pode variar desde a ausência de sintomas até aos cenários mais severos. 'O principal risco associado à doença é uma inflamação severa dos pulmões, que pode levar à insuficiência respiratória, ou seja, incapacidade de respirar direito. Outras complicações sérias têm a ver com lesões severas nos músculos, que podem levar a problemas nos rins e no coração, e mesmo, mais raramente, meningites e outros acometimentos no sistema nervoso central. Em todos esses casos, pode ocorrer morte', alerta a médica.

Os sintomas da gripe suína normalmente são parecidos com os da gripe comum. Veja bem: 'parecidos'... A diferença é que são bem mais agudos. 'Os principais sintomas são febre acima de 37,5ºC e tosse ou dor de garganta acompanhadas ou não de dores de cabeça, musculares, nas articulações e dificuldade respiratória, em um período de até dez dias após saírem de país afetado pela influenza A (H1N1)', pontua a infectologista. Os sintomas podem ter início no período de três a sete dias após contato com o influenza A (H1N1).

Saiba mais sobre o diagnóstico, tratamento e prevenção da gripe suína no Bolsa de Mulher




Quer sugerir um tema?
Envie suas críticas e sugestões de temas
para redacao@bemleve.com.br

Veja Também
- Chat - Artigos
- Quiz - Nutricionista Virtual


Bemleve.com.br - todos os direitos reservados
ATENÇÃO!
O BemLeve produz o conteúdo, dietas, receitas de emagrecimento e programas oferecidos no site. O conteúdo é supervisionado pela Nutricionista do Bem Leve: Luana Stoduto - CRN: 2009.100.737
Os serviços que oferecemos no Bem Leve não substituem o acompanhamento de médicos, nutricionistas, psicólogos e profissionais de educação física.
publicidade