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Por Isabelle Lindote redatora@bemleve.com.br Segundo os dados do Inca, quando se para de fumar, os benefícios começam menos de meia hora depois e só vão aumentando até pelo menos dez anos depois do fim do vício. Depois de: 20 minutos: a pressão sanguínea e pulsação voltam ao normal; 2 horas: não há mais nicotina no sangue do fumante; 8 horas: o nível de oxigênio no sangue se normaliza; 12 a 24 horas: pulmões já funcionam melhor; 2 dias: olfato e paladar melhoram; 3 semanas: respiração e circulação sanguínea melhoram; 1 ano: o risco de morte cai pela metade; 5 a 10 anos: o risco de sofrer um infarto é igual de alguém que nunca fumou. O ideal é a parada imediata, mas há pessoas que vão parando aos poucos, diminuindo o número de cigarros por dia e adiando o primeiro cigarro do dia pelo máximo de tempo possível. É preciso tomar cuidado para não substituir um vício pelo outro, como o de beber ou de comer demais. As crises de abstinência podem acontecer tornando a pessoa mais nervosa e sensível e devem ser acompanhadas por um médico terapeuta. As mulheres são que mais sofrem com o hábito de fumar já que a associação de anticoncepcionais e cigarros aumenta em dez vezes o risco de infarto. As gestantes não devem fumar de jeito nenhum, pois nestes casos, o risco de aborto espontâneo é de 70%, sendo que 40% dos bebês que nascem de mulheres fumantes são prematuros. A psicóloga Dorit Wallach Verea, mestre em Psicologia e especialista em Dependência Química e em Psicologia Psicossomática, é responsável por um programa completo de tratamento e combate ao tabagismo, aprovado pelo Ministério da Saúde, com sucesso em mais de 80% dos casos. 'A dependência nicotínica é um processo complexo que envolve a inter-relação entre a dependência física, psicológica e condicionamento do hábito', explica Dorit. Devido a esse novo entendimento sobre a dependência de nicotina e ao surgimento de novas modalidades terapêuticas, as possibilidades de sucesso nas tentativas de abandono do fumo aumentaram significativamente. 'Parar de fumar, em definitivo, é possível, mas requer muito mais do que apenas boa vontade', diz a psicóloga. 'É necessário um tratamento integrado de combate ao tabagismo com ajuda de diversos profissionais, como psicólogos, médicos, terapeuta ocupacional, nutricionista e fisioterapeuta - atuando numa abordagem interdisciplinar que ensinarão como trabalhar todas as variáveis que determinam como alcançar, com sucesso, o sonhado fim da dependência', completa Dorit. Ainda não convencido a parar de fumar? Pois o fumante tem dez vezes mais chance de adoecer de câncer de pulmão, 5 vezes mais chance de sofrer um infarto, enfisema pulmonar ou bronquite crônica e 2 vezes mais chance de ter um derrame cerebral. Será que vale a pena correr todo este risco? Para mais informações: Clínica Prisma Rua Urussuí, 92 - cj 26 Itaim (11)3071-2328
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